Quem deseja apenas passar por ali, pode chegar com o carro bem perto do mar (se levantar cedo para encontrar vaga) e estacionar sobre a areia, ouvir música e se bronzear. Se o que quer é descansar e ali ficar, a pedida é alugar uma casa de pescador e provar do estilo rústico do lugar.

Com as casas de madeira, de pedra ou tijolo de barro, encravadas no morro ou na vila ou na beira da praia; estamos falando do Pântano do Sul. Vilarejo no extremo sul da Ilha de Florianópolis que abriga uma das mais antigas colônias de pescador que cotidianamente, a toda hora, chegam do mar trazendo seus peixes e frutos.

Pela ponta esquerda da praia, quem não esqueceu o par de tênis em casa, pode subir o morro pela trilha para descer do outro lado e se deparar com uma das mais belas praias do mundo, a Lagoinha de Leste. Praia deserta, só pode ser acessada a pé ou de barco (se é dia de mar calmo).

Quem tem bom fôlego e é corajoso pode completar o passeio e subir o Morro da Coroa e lá no alto ficar de pé na pedra que imita uma prancha sob o vazio e fingir surfar sobre o mar verde da Lagoinha ao fundo. Leve alguém junto para registrar este momento único.

Todos irão invejar suas fotos e os seus futuros netos não acreditarão que você um dia foi até lá. Já na ponta direita fica a trilha para a praia da Solidão; como o nome bem diz, praia para sentar e pensar na vida ou em como pode existir lugares tão cheio de beleza, vida e paz.

Alugue casa, faça amizade com os moradores e logo descobrirá quem pode os acompanhar nesses passeios famosos. Agora se não dispõem de tanto tempo para ficar ali, pare no ponto de informações turísticas no aeroporto, na rodoviária ou na Ponte ou procure antes de sair em viagem pela internet e busque a indicação de guias ambientais profissionais. Com toda a segurança eles são preparados para conduzirem os turistas pelas trilhas da Ilha e levá-los para contemplar do alto as mais belas paisagens que misturam o urbano, o mar e a Mata Atlântica. Ainda de quebra contam segredos da Ilha que você levará de volta na bagagem e não serão contos de pescador.

Por Márcia Machinski





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